quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Nação rio-grandense


Assistindo ontem a transmissão do jogo entre Grêmio e São Paulo pela televisão, pude perceber mais uma vez o quanto a execução do hino nacional é desrespeitada, tanto pelos atletas, quanto pelos torcedores que ali estavam. O jogo foi em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, o quinto estado mais populoso com quase 11 milhões de habitantes. Lá a execução do hino nacional brasileiro e do hino do estado é obrigatória.
Quando o hino nacional era executado, o goleiro ainda fazia o seu aquecimento, os jogadores olhavam para os lados e o torcedores agoniados, para os seus relógios. Em total falta de senso patriótico. Em seguida foi executado o hino do Rio Grande do Sul, a postura foi outra; postura erétra, e hino na ponta da língua, tamanha a devoção pelo hino de seu estado.
O Rio Grande do Sul, que no passado foi palco de uma das mais intensas e sangrentas revoltas que assolaram o país, a revolução dos farroupilhas, cujo sonho era formar uma nação rio-grandense, com o nome de República Rio-Grandense. A revolta foi controlada, mas o sentimento não, permanece vivo nos corações dos quase 11 milhões de gaúchos até hoje.

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